Vai, minha flor...
E me leva
Quando for de nadar no açude
Água calma é ‘sustança’ de espírito...
Mas quando for de cair no mar
Ah... aí me leva também
Que naufragar é preciso...
E se tiver de ’avoá’, ‘nóis avôa’
Porque a cabeça é escrava do peito
‘que nem eu, dos óio dela...’
E se um dia te tomar o cansaço
Lembra de mim a berrar
Vai, minha vida, me leva...
E faz de mim o que quiser.
Thursday, January 15, 2009
Monday, December 22, 2008
Friday, December 19, 2008
Olhos Esmeralda IV
Um dia eu ia
Quando ali parei...
Já havia visto à cegos olhos
Que quando em luz se desfizeram
Que de tanto brilho, embriaguei.
Tenho mundos de lembranças
Mas nada ousou ser tão belo
Quanto aquelas pedrinhas no caminho
Que um dia eu ia
Quando ali parei....
Quando ali parei...
Já havia visto à cegos olhos
Que quando em luz se desfizeram
Que de tanto brilho, embriaguei.
Tenho mundos de lembranças
Mas nada ousou ser tão belo
Quanto aquelas pedrinhas no caminho
Que um dia eu ia
Quando ali parei....
Wednesday, August 06, 2008
A menina e a flor
A menina e a flor
Paradas no tempo de agora
perdido no quarto parado
Parado num quarto de hora
Na hora que me dei perdido
Num quarto parado de hora
Perdido num tempo senhora
Entre a menina e a flor.
Paradas no tempo de agora
perdido no quarto parado
Parado num quarto de hora
Na hora que me dei perdido
Num quarto parado de hora
Perdido num tempo senhora
Entre a menina e a flor.
Sunday, July 27, 2008
Poema da lua
Olha a lua crua na rua nua
Olha a outra lua nua e crua na rua
Olha a lua cheia com a imaginação de roseira...
poema feito por Julinha Duarte, no auge dos seus oito aninhos.
Olha a outra lua nua e crua na rua
Olha a lua cheia com a imaginação de roseira...
poema feito por Julinha Duarte, no auge dos seus oito aninhos.
Sunday, July 20, 2008
Back in Black
A voz sai do luto
E o poeta, um tanto oculto,
Deixa o vulto, quer tumulto,
Tem vontade de dançar...
Cadê você? Quem é você?
E o teu número, você me dá?
Perdoe a falta de tato, minha flor,
Mas tato é tudo que falta
Nesse misto de cores e sons,
Sabores e olores mil
(acho que estou perdendo os sentidos).
Risos.
Um cheiro
(com cheiro de verso).
E o poeta, um tanto oculto,
Deixa o vulto, quer tumulto,
Tem vontade de dançar...
Cadê você? Quem é você?
E o teu número, você me dá?
Perdoe a falta de tato, minha flor,
Mas tato é tudo que falta
Nesse misto de cores e sons,
Sabores e olores mil
(acho que estou perdendo os sentidos).
Risos.
Um cheiro
(com cheiro de verso).
Friday, May 30, 2008
Minha flor, minha flor
Por céus e mares eu andei
Me vi poeta, me vi um rei,
No doce canto de uma flor que assim chegou.
A vida é feita de viver
E eu já queria até morrer
Quando o teu canto enfim, em mim se fez ardor.
Mas é que a vida sempre errática,
Quando longe da gramática,
Fez do rei, outrora bravo,
Um menino desgrenhado,
Poeta personificado
Da métrica do langor.
Mas canto é canto
E flor é flor...
Se de liz, rosa ou não,
É mesmo de flor o canto que ouvi
E eu sinto... mas eu deixo... deixo lá...
Deixo no tempo que já é.
Flor e poeta têm mesmo prazo de validade
Mas teus cantos são eternos...
E ao poeta de asas e freio de mão,
Só lhe resta cantar e cantar a flor
Para que teu canto se transforme em maré
Que bata e volte em louca ressaca
Inundando, de vez, o peito da flor...
E acalmando, de leve, o coração do poeta.
Me vi poeta, me vi um rei,
No doce canto de uma flor que assim chegou.
A vida é feita de viver
E eu já queria até morrer
Quando o teu canto enfim, em mim se fez ardor.
Mas é que a vida sempre errática,
Quando longe da gramática,
Fez do rei, outrora bravo,
Um menino desgrenhado,
Poeta personificado
Da métrica do langor.
Mas canto é canto
E flor é flor...
Se de liz, rosa ou não,
É mesmo de flor o canto que ouvi
E eu sinto... mas eu deixo... deixo lá...
Deixo no tempo que já é.
Flor e poeta têm mesmo prazo de validade
Mas teus cantos são eternos...
E ao poeta de asas e freio de mão,
Só lhe resta cantar e cantar a flor
Para que teu canto se transforme em maré
Que bata e volte em louca ressaca
Inundando, de vez, o peito da flor...
E acalmando, de leve, o coração do poeta.
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