Agora a estrada em peito mora mágoas
E num soluço sequestrando a consciência
Recordo navegar sob o sonho e na existência
Exalando a fé dos que viviam sobre as águas.
Encontro nas naus que aqui me puseram
E que em minha história enfincaram tão divina cruz
A vontade que os tempos nos disseram
Nos mostrando o caminho a que conduz.
No claustro da solidão que me governa
Tenho o sepulcro de minh'alma que hoje chora
E tal a sombra de um vulto a dor interna
Tão efêmera vida se devora.
Eis-me aqui, numa confissão mais que tardia
Revelando a dor em cada verso
Cuja voz não tem força de protesto
Pois de nada existo salvo a treva fria.
Feita lá pelos 18.
Friday, May 07, 2010
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